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Biografia do Prof. Delfim Santos
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Delfim Pinto dos Santos nasceu no Porto a 6 de Novembro de 1907 e morreu em Cascais a 25 de Setembro de 1966. Era filho de um ourives que se tornara pequeno industrial do mesmo ramo. Após a instrução primária, colaborou com o pai nos trabalhos da oficina, frequentando ao mesmo tempo, o curso nocturno da Escola Industrial Infante D. Henrique. Em 1926 termina o curso e faz o segundo ano na Escola Preparatória Mouzinho da Silveira. Na 2ª época apresenta-se a exame do 5º ano do Liceu Alexandre Herculano. Aos 15 anos, órfão de pai, assume a direcção da casa, sustentando a mãe e a irmã. Aos 16 anos, emprega-se no comércio sem abandonar os estudos. Em 1927, completa o curso complementar (letras e ciências) e matricula-se na faculdade de Letras do Porto, na secção de Ciências Histórioco-Filosóficas. Em 1931, obtém a licenciatura com clarificações que variam entre 17 e 20 valores em todas as disciplinas. Nos seus estudos filosóficos, aceita a influência de mestres como Leonardo Coimbra, fundador e director da Faculdade e outros ilustres professores. Em 1932/34 conclui o estágio e faz exame de estado para professor liceal. Nessa condição, pôde aprofundar os seus estudos em Viena, Berlim, Londres e Cambridge, travando conhecimento com as doutrinas dos mestres mais conceituados do pensamento europeu do tempo: Husserl, Heisenberg, Piaget, Hartmann e M. Heidegger. É nomeado leitor da Universidade de Berlim onde ensina até 1942. Em 1940 doutorara-se na Universidade de Coimbra, apresentando e defendendo a tese "Conhecimento e realidade". Radicado definitivamente em Portugal, ingressa na carreira docente universitária em 1943, como 1º assistente de Ciências Pedagógicas da Universidade de Lisboa.Em 1948, é professor extraordinário de Ciências Pedagógicas e, em 1950 professor catedrático. Em 1955, é nomeado professor de Psicologia e Sociologia do Instituto de Altos Estudos Militares. Em 1957, a fim de organizar os planos pedagógicos para a formação de professores do Instituto Superior de Educação, que se pretendia criar em Portugal, vista por encargo oficial , visita os Institutos de Educação de Madrid, Paris, Bruxelas, Londres, Heidelberg, Roma e Viena. Em 1961 passou a fazer parte do Conselho Consultivo de Educação da Fundação Calouste Gulbenkian e aí dirigiu o Centro de Estudos de Pedagogia cuja criação ele próprio havia sugerido. Foi, ainda, sócio correspondente e efectivo da Academia das Ciências de Lisboa onde se distinguiu pela profundidade de originalidade das suas comunicações. Em 1966 foi nomeado director do Instituto Pedagógico Adolfo Coelho, a funcionar na Faculdade de Letras de Lisboa. Deixou uma obra ímpar no campo da Filosofia e da Pedagogia que a fundação Calouste Gulbenkian mandou reunir e publicar em 1968. Subordinada ao titulo genérico de "OBRAS COMPLETAS", subdivide-se em três subtítulos: I - DA FILOSOFIA; II - DO HOMEM; III - DA CULTURA.
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